sábado, 12 de setembro de 2009

O Cérebro é o nosso maior tesouro

Tanto o sucesso quanto o fracasso podem causar grande pressão no cérebro e no sistema nervoso em geral. Quem não passou pela experiência de sentir-se esgotado e debilitado após vivenciar a euforia de uma vitória? Por outro lado, quem não foi tomado pelo abatimento e pela amargura quando vivenciou o insucesso em algum setor de sua vida? A palavra-chave que define bem o que acontece nos dois casos é TENSÃO. Tensão? Perguntariam alguns. Sim, TENSÃO. Essa palavra abarca o problema de não percebermos que a vida nos causa uma constante tensão, crispando-nos exageradamente. Isso não significa que não possamos ficar entusiasmados com tudo o que fazemos. Podemos e devemos colocar energia em nossas ações, mas isso não quer dizer que precisamos ficar tensos na maioria das vezes. As tensões sobrecarregam o cérebro e os nervos, prejudicando o bom funcionamento do nosso corpo e da nossa inteligência, roubando-nos, dessa forma, a alegria de viver. Na verdade, os males contemporâneos que afetam a saúde das pessoas são causados pelo excesso de tensão no cérebro e em todo o sistema nervoso e não pelo tipo de atividades que executam atualmente. Nenhuma atividade, por mais difícil que seja, nos obriga a ficarmos tensos e crispados. Esse efeito tão pernicioso para a boa circulação energética do nosso organismo advém da pouca atenção que damos ao relaxamento corporal, justamente por não nos darmos conta da importância crucial de deixar de viver num estado crônico de tensão. Podemos dizer que a base da vida que circula em nosso organismo é o sistema nervoso central. Ora, se esse verdadeiro “rio de vida” for muito agredido por tensões crônicas, o que acontecerá à nossa saúde e ao nosso desempenho profissional e pessoal? Felizmente existe a boa nova de que podemos aprender a viver, a agir e a trabalhar sem essa crispação desnecessária que só nos prejudica, e de que esse aprendizado não é difícil nem custoso. Se investirmos um pouquinho do nosso tempo neste aprendizado, participaremos de todas as atividades do nosso cotidiano com uma saúde sempre florescente, uma inteligência lúcida e com leveza e alegria em nosso peito. Além disso, aprenderemos a nos relacionar melhor com as eventuais vitórias e derrotas que, de todo modo, fazem parte da vida, e a conviver de modo satisfatório com os outros seres humanos. Aprender a abrir mão das tensões depende de duas coisas bastante simples: do nosso interesse e da nossa determinação. Veremos que, além de tudo, o processo é extremamente gratificante, pois, a cada prática que executarmos, colheremos de imediato resultados extremamente satisfatórios. Abrir mão significa largar, relaxar, isto é, soltar conscientemente as tensões musculares. Na verdade, há várias camadas tensas dentro de todos nós e a muscular é a primeira. Se começarmos a soltar essa camada que é a mais tangível, seremos bem sucedidos no passo seguinte que é mantermos o eixo cérebro-espinhal, o eixo da nossa vida, em plena saúde. Nessa segunda semana de orientação prática, nos propomos a auxiliá-lo a soltar suas tensões, ampliando o exercício proposto na semana passada (ver o capítulo 1º desta série): Após ter aplicado o calor das mãos nos olhos, da forma explicada anteriormente, friccione novamente suas mãos para produzir mais calor e aplique esse calor no rosto todo, de tal forma que as tensões musculares aí instaladas se dissolvam, proporcionando-lhe uma sensação muito prazerosa. Faça isso com os olhos fechados e repita quantas vezes quiser. Quando terminar, permaneça cerca de 60 segundos com os olhos fechados, usufruindo um delicioso bem-estar.

Lições de vida: o que a ciência sabe sobre o que é viver bem?


Fórmula para viver bem
Infelizmente para nós, não há nenhuma fórmula para atingir ou mesmo para nos guiar até uma maior satisfação com a vida. O humanos têm se voltado vezes sem conta para a filosofia, para a religião e também para a ciência, em busca de respostas para suas questões existenciais.
Percorremos um longo caminho desde Confúcio e Platão, e a ciência continua a reunir descobertas e compor um mosaico com as várias respostas obtidas. Mas o quanto aprendemos desde então?
O que é viver bem?
Os psicólogos Nansook Park e Christopher Peterson, da Universidade de Michigan (EUA) voltaram-se para seu próprio campo de estudo para perguntarem: "O que é viver bem e como nós podemos atingir e manter esse estado?"
Em um artigo publicado recentemente no jornal científico Perspectives in Psychological Science, os autores avaliam as muitas formas pelas quais a psicologia tem contribuído, e continua a pesquisar, a ciência do bem viver.
Já aprendemos com a psicologia que uma boa vida inclui experimentar mais sentimentos positivos do que negativos, sentir que sua vida está sendo bem vivida, usar continuamente seus talentos e habilidades, ter bons relacionamentos interpessoais, estar engajado em um trabalho e em outras atividades, ser parte de uma comunidade social, perceber que a vida tem um significado e sentir-se seguro e com boa saúde.
E, embora essas conclusões possam parecer senso comum, nós humanos simplesmente não sabemos como obter e manter essas condições.
Melhor relacionamento entre os psicólogos
A psicologia tem ainda um longo caminho a percorrer até que uma fórmula para viver bem seja encontrada. Como afirmam Park e Peterson, "Atualmente, a psicologia sabe mais sobre os problemas das pessoas e como resolvê-los do que sobre o que significa viver bem e como encorajar e manter uma vida assim."
Os pesquisadores sugerem que as diversas disciplinas dentro da psicologia se juntem e compartilhem suas descobertas, de forma a traçar um quadro mais completo da experiência humana.
"Ao falar do viver bem psicologicamente, estamos sempre falando que as outras pessoas importam, que nosso relacionamento com elas é importante," concluem os autores. "Parece que as outras pessoas importam também quando se faz ciência."

Escola Arco-íris: um passeio pelo meio ambiente e a biologia



"Fazer coisas malucas para criar ideias incríveis". Essa foi a resposta que os alunos do Grupo 3 da Escola Arco-íris, na Várzea, deram quando perguntados o que era ciências. Para eles não há nada mais divertido do que descobrir, principalmente sobre eles mesmos. No projeto Sou único, Atos, Ana Gabriela, Anna Camila, Guido, Jõao, Mateus, Thiago e Vinícius estão tendo a oportunidade de aprender um pouquinho mais sobre o corpo humano. "Eles estão trabalhando todas as características hereditárias, combinações de genes, formação de DNA. Trouxemos essa questão de biologia e eles fazem análise do próprio corpo", explica Maria Edith Costa, coordenadora pedagógica. Já o pessoal do 4º ano do ensino fundamental está trabalhando as questões de meio ambiente ligadas à ciência no projeto Chegou um supermercado novo no bairro. E agora? "Ele me ajuda a entender e preservar o meio ambiente", afirma Juliana Miranda, de 9 anos, que ainda completa: "É importante entender de ciências para não poluir e reciclar". Seu colega de turma Danilo de Lima também acha importante esse conhecimento. "Isso me ajuda a cuidar do planeta", diz o garoto que adora estudar a terra nas aulas de ciências. "Gosto de tentar entender a sua formação e os elementos que compõem a terra", conta.Outro projeto da escola também na área de ciências é o Sentidos. Nele, a criançada aprende a usar um dos sentidos sem ter o outro. "Além de entender como é a vida dos deficientes, eles aprendem como um sentido pode compensar o outro", explica Nara Tenório, coordenadora da escola. A pequena Iasmin Bezerra, 7 anos, está adorando tudo o que está aprendendo. "Eu gosto de pesquisar e observar as transformações do mundo", conta. Já Marcell Leite aprendeu a importância dos deficientes. "Com o projeto de ciências vi que todos temos sentidos, mas que os deficientes usam eles muito mais do que a gente. Por isso eles são importantes".

Escola Polichinelo: experiências com os vegetais


Na Escola Polichinelo, em Piedade, a ciência é levada muito a sério pelas crianças. "Ciência é tudo o que está à nossa volta. São descobertas, conhecimentos e experiências", diz Maria Luísa Leite, de 10 anos. Este ano Luísa e os outros alunos da escola estão desenvolvendo seus projetos de ciências em volta do tema vegetais. Cada um deles vai aprendendo de uma forma diferente sobre o assunto. "O que estimulamos é a curiosidade dos estudantes. Eles aprendem de acordo com o que vivem", explica Clécia Mesquita, professora do 2º ano. E dá certo, como mostra a pequena Maria Clara Vasco, de 9 anos. É que foi depois de fazer uma experiência na hora do recreio que ela descobriu que o sol pode queimar. "Coloquei uma plantinha na mesa e peguei uma lupa, depois de um tempo a folha estava com um furinho. Fiquei bem impressionada como o sol queimava a planta", conta.O que a criançada também aprende a importância que a ciência tem na vida delas. "Você nem sempre vê o queé ciência, mas fica sabendo do que ela é capaz", afirma Maria Eduarda Castelo Branco, de 8 anos. "É por conta dela que respiramos, que temos remédios para curar doenças", completa Valentina de Miranda, 7 anos, para logo depois ser interrompida pela amiga Beatriz Leite, 6 anos: "Sem ciência não poderíamos fazer nada do que fazemos hoje".

O que é ciência para você?


O que é ciência para você? Para a maioria das crianças entrevistadas pelo Diarinho ciência é tudo aquilo que nos cerca. E elas estão certíssimas.
Foto: Ines Campelo/DP/D.A Press Respirar é ciência, os remédios que precisamos tomar quando estamos doentes são ciência, nossa alimentação também é ciência e as descobertas da humanidade? Ciência. Para perceber um pouco mais sobre como essa criançada está entendendo tanto do assunto, a nossa equipe foi até alguns colégios do estado e no Espaço Ciência para saber: e você, como está aprendendo ciências? Também fomos visitar algumas escolas para saber como elas trabalham com este tema.E claro que tudo isso tem um por quê. É que estamos no ano da ciência no Brasil e de 19 a 25 de outubro vamos comemorar a Semana Nacional da Ciência. Pernambuco não ficará de fora dessa festa e já está montando uma programação bem legal. No Espaço Ciência, por exemplo, além da estrutura que conta com áreas voltadas para robótica, terra e espaço, haverá algumas novidades para a criançada. "Vamos passar dois vídeos em 3D para que elas aprendam um pouco mais sobre ciências", explica Antônio Carlos Pavão, diretor do museu. Um dos filmes será Nano aventura - explorando o mundo atômico, que fala sobre a origem de tudo o que conhecemos hoje. Outra surpresa são algumas mudanças que serão feitas na trilha das descobertas. "É bom ficar atento aos novos experimentos com espelhos para sua cabeça não girar", adianta Pavão sobre o efeito que os espelhos poderão dar e avisa: o resto só indo lá para conferir de perto. "Teremos muito mais atrações, mas aí só conto para quem nos visitar na semana", diz ele. Além das novas atrações a galerinha ainda poderá conhecer um pouco mais sobre como vivem as formigas, na réplica do formigueiro que fica na trilha ecológica, saberá também um pouco sobre a criação do mundo na área terra e sobre o surgimento dos dinossauros, e ainda espaço e astronomia. "Haverá observações de manchas solares, que são algumas manchinhas escuras do sol", garante Pavão.

A ciência da vida longa

Os músculos começam a diminuir aos 25 anos. Dos 45 anos em diante, quem não faz exercícios regularmente perde, em média, 1% da massa muscular ao ano.
A fantasia de permanecer jovem para sempre acompanha o homem, provavelmente, desde o início da civilização. Embora seja impossível deter a marcha do calendário, nos últimos 100 anos a medicina deu passos largos no sentido de retardar processos ligados ao envelhecimento. Primeiro vieram as melhorias nas condições sanitárias, a descoberta das vacinas, a invenção dos antibióticos e dos recursos para combater doenças como o diabetes, os males cardíacos e alguns tipos de câncer. Todos esses avanços resultaram na adição de anos na expectativa de vida da população. Agora, está em curso um novo e revolucionário capítulo da ciência da longevidade. O que se procura é proporcionar qualidade de vida e uma existência feliz às populações que estão vivendo mais. Nas últimas três décadas, a expectativa de vida aumentou em onze anos no Brasil. As doenças crônicas do coração e dos pulmões, bem como as artrites, aparecem, hoje, entre dez e 25 anos depois do que surgiam em gerações passadas. Os 60 anos de idade são os novos 50. Os 50, os novos 40, e assim por diante. Esse atual cenário, em que os males associados à idade chegam cada vez mais tarde, promove mudanças profundas na maneira de encarar o envelhecimento. "A idade cronológica está deixando de ser um parâmetro determinante da juventude de uma pessoa", diz o geriatra Renato Maia Guimarães, presidente da Associação Internacional de Gerontologia e Geriatria. Hoje, vivemos mais e queremos viver cada vez melhor. Para que isso seja possível, o estudo da velhice adquiriu um caráter de urgência.
Estamos fadados a envelhecer. O nascimento é o início desse processo irreversível. As incontáveis reações químicas e divisões celulares que se dão ao longo da vida são, cada uma, pequeninas etapas que levam, em último grau, à senescência das células e do organismo como um todo. Recentemente, descobriu-se que o envelhecimento, ao contrário do que se acreditava, não é produto de uma única variável, mas de uma equação complexa. Nela se incluem fatores tão diferentes quanto os genes, a alimentação e a quantidade de exposição ao sol ao longo da vida. Sabe-se, também, que o peso de cada um dos fatores para o ritmo com que um organismo perde o viço não segue um único padrão – ele muda de uma pessoa para outra. Mas, afinal, o que nos faz envelhecer? Por que as células não se mantêm saudáveis indefinidamente?
As teorias que tentam explicar o envelhecimento se dividem em dois grupos. O primeiro abrange aquelas segundo as quais ele obedece a um cronograma preestabelecido pela natureza – o mesmo que determina, por exemplo, que o cérebro das crianças se desenvolva e que o aparelho reprodutivo dos adolescentes amadureça. O outro grupo de teorias aposta no ambiente como o grande vilão da juventude. Segundo elas, o impacto de agentes externos ao organismo causaria danos às células que, acumulados, inviabilizariam o funcionamento a contento do corpo. A maioria dos cientistas considera que as duas vertentes que explicam o envelhecimento não se excluem – provavelmente, o processo é resultado tanto da máquina pré-programada pela natureza quanto de fatores ambientais que a alteram.
Aos avanços no que se sabe sobre a biologia do envelhecimento, somam-se descobertas cujo efeito é de ordem prática. Muitos estudos científicos recentes se ocupam da identificação de fatores de risco e de formas eficazes para prevenir doenças ou aumentar a chance de ter uma vida saudável por mais tempo. Os primeiros estudos ambiciosos desse tipo tiveram início nos anos 50, e seu foco eram as doenças cardiovasculares. Nessa época, o fumo, o colesterol alto e a hipertensão entraram na lista negra dos cardiologistas. Os estudos que identificaram esses fatores como inimigos da juventude do organismo marcaram o começo de uma revolução que ainda está em curso na medicina e não tem data para acabar. Nos últimos anos, criaram-se exames que possibilitam a detecção de tumores minúsculos e descompassos hormonais mínimos. Com isso, aumenta-se a probabilidade de cura de cânceres ou de melhorar as condições de quem sofre de hipotireoidismo, que deixa a glândula tireoide mais preguiçosa e compromete a qualidade de vida dos pacientes.
Descobriu-se, não faz muito tempo, que apenas 35% da longevidade conquistada por uma pessoa se deve à herança genética. Mais determinantes que os genes para prolongar a vida são os hábitos. Abandonar as 5 000 substâncias tóxicas que cada baforada de cigarro leva ao organismo pode fazer com que se viva cinco anos a mais. Praticar atividades físicas regularmente estende o tempo de vida em até três anos. O mesmo vale para quem segue uma dieta balanceada. Um trabalho publicado neste ano por pesquisadores japoneses avaliou dados de quase 90 000 pessoas, entre homens e mulheres, e mostrou que aqueles com melhor condicionamento físico sofriam menos infartos, derrames e outros males do gênero. Para chegarem a essa conclusão, eles submeteram os pacientes a testes de esforço similares ao que os primos Gabriel Salomão Neto e Flávio Jancowski fizeram a pedido de VEJA (veja reportagem). No estudo japonês, os pacientes que registraram níveis de consumo de oxigênio mais altos viveram mais.
Pascal Broze/Getty Images
A IMPORTÂNCIA DO SONODurante o sono profundo, ocorre a liberação do hormônio do crescimento, o GH, um grande aliado da juventude. Noites mal dormidas provocam reduções drásticas nos níveis de GH
Nos últimos anos, houve a comprovação científica de uma hipótese formulada pela ciência na década de 60 – a de que os aspectos emocionais têm papel relevante no prolongamento da juventude. Um estudo recente da Universidade de Boston, publicado em abril no Jornal da Sociedade Americana de Geriatria, revelou que o otimismo e o bom humor ajudam a viver mais. Depois de avaliarem 246 filhos de pessoas que ultrapassaram a barreira dos 100 anos, todos eles com idade em torno de 75, os cientistas descobriram que os traços de personalidade tinham uma importância maior na longevidade e no bem-estar do que a predisposição genética a desenvolver doenças ou mesmo seus hábitos alimentares. Os menos neuróticos e extrovertidos, que lidavam melhor com o stress, tinham menos diabetes, hipertensão e doenças cardíacas. Dormir bem também ajuda na conquista da longevidade. Durante o sono profundo ocorre a liberação de hormônio do crescimento, o GH. Essa substância é uma das grandes fontes de juventude do corpo: favorece a fixação da massa muscular e dos minerais nos ossos, melhora o desempenho físico, a sustentação da pele e até mesmo o brilho do cabelo. Dos 16 aos 50 anos, a concentração de GH sofre uma queda natural de 35 para 10 microgramas por litro de sangue. A falta de sono causa uma redução ainda mais drástica. Em adultos jovens, uma noite de sono ruim leva a taxa de hormônio do crescimento para 5 microgramas por litro – metade do nível normal de um adulto mais velho. "Essa é uma das razões de nos sentirmos envelhecidos depois de dormir mal", afirma a biomédica Deborah Suchecki, da Universidade Federal de São Paulo, especialista em bioquímica do sono.
O futuro da ciência da longevidade acena com recursos que vão muito além de um receituário com bons hábitos de vida. À medida que o conhecimento sobre o organismo avança, uma nova gama de teorias emerge. Algumas pesquisas mostram que certos genes se manifestam na velhice e encurtam a longevidade. Saber como as mutações nos genes ocorrem, por sua vez, pode ter um papel fundamental no alongamento da vida das células. Há, inclusive, um ramo de pesquisas que tenta entender como o corpo conserta as moléculas de DNA que dia a dia são danificadas e por que, ao longo dos anos, ele perde essa capacidade. Uma pista veio à luz em 2004, quando pesquisadores da Universidade da Califórnia descobriram que o stress encurta o telômero, a tampa bioquímica que fica na ponta dos cromossomos. Sua função é manter a integridade do DNA e impedir que a molécula se desfaça. Cada vez que uma célula se divide, o telômero fica um pouco menor, até atingir um ponto crítico. A partir daí, a célula não se reproduz mais e acaba morrendo – a falta de reposição das células que morrem é um dos fatores cruciais do declínio da vida saudável. Enquanto a ciência não desvenda por completo os mecanismos do envelhecimento, o mais sensato é seguir as recomendações que hoje se tem para manter a máquina humana funcionando sem pane – e por mais tempo.

O que é o Ciclo da Água ?



A água circula continuamente na Natureza, podendo passar pelos diferentes estados - sólido líquido e gasoso.
Devido ao calor do sol a água dos oceanos mares, rios e lagos passa lentamente do estado gasoso, isto é evapora-se e vai para a atmosfera.
O vapor de água ma atmosfera arrefece e condensa-se, isto é, transforma-se em pequenas gotas de água, formando as nuvens.
Depois a água volta novamente à superfície terrestre sob a forma de precipitação - chuva, neve ou granizo.
Uma parte cai directamente nos oceanos, mares rios e lagos, outra escorre à superfície terrestre e outra infiltra-se no solo, formando lençóis de água subterrâneos.
A água absorvida pelo solo passa para as plantas, que a absorvem pelas raízes. Os animais obtêm a água consumindo as plantas ou bebendo nos rios, riachos e fontes.
Pela respiração e transpiração dos organismos, a água regressa de novo à atmosfera.
Assim, o ciclo repete-se continuamente, mantendo-se mais ou menos constante a quantidade de água no nosso planeta.
Existe uma circulação de água da superfície terrestre para a atmosfera e desta para a superfície da Terra.
Isto significa que grande parte da água que a Terra perde por evaporação, volta à Terra com a chuva, a neve e o granizo. Existem zonas onde raramente chove, como por exemplo Cabo Verde e onde ela é muito mais preciosa de que onde ela é muito abundante.